Beijar é bom e todo mundo gosta. Mas um selinho, uma bitoca ou aquele beijão de tirar o fôlego podem provocar, além de prazer, uma tremenda dor de cabeça. Você já ouviu falar sobre a Doença do beijo?

É assim que é chamada a mononucleose infecciosa, doença provocada pelo vírus Epstein-Barr. Como ele é transmitido pela saliva, sobrou a culpa para o beijo, mas a verdade é que a enfermidade também pode ser causada pelo contato com escovas de dentes, talhes e copos de uma pessoa infectada.

Depois do contágio, os sinais da doença podem demorar até seis semanas para surgir. Por isso, nem sempre os beijoqueiros de plantão sabem por quem foram infectados. Depois do Carnaval, por exemplo, é comum ter um aumento do número de casos, sabia?

Os sintomas podem ser facilmente confundidos com outras infecções virais e incluem febre alta, placas esbranquiçadas na garganta, dor ao engolir, inchaço no pescoço, tosse, dor nas articulações e, em alguns casos, irritações na pele. Muita gente, porém, é assintomática, e saí beijando sem saber que está transmitindo a doença, o que contribui para que mais pessoas sejam afetadas.

A mononucleose não tem um tratamento específico e costuma desaparecer em 15 dias. Neste período, deve-se tratar os sintomas, com medicamentos como antitérmicos. Também é recomendado repouso e boa ingestão de líquidos para chegar à cura. O vírus, no entanto, fica presente no organismo para sempre e, em determinados períodos, pode ficar ativo novamente.

Hoje, investiga-se se há uma relação do vírus e o desenvolvimento de esclerose múltipla. Outras doenças também podem ser causadas pelo Epstein-Barr ao longo da vida, como alguns tipos de linfoma.

Diante do diagnóstico positivo, obtido por exames laboratoriais, muita gente se pergunta quanto tempo deve ficar sem beijar? No mínimo duas semanas, já que este é o período que o vírus normalmente leva para ficar inativo. Mas, atenção, em alguns casos o período de transmissibilidade pode chegar a um ano – imagine este tempo todo sem beijar!

Para quem quer se precaver, é recomendado tomar os mesmos cuidados que temos para prevenir outras doenças, como lavar bem as mãos, não compartilhar talheres, comidas e bebidas, tossir ou espirrar cobrindo o rosto. Mas e o beijo? Não existe beijo 100% seguro. Cabe a cada uma avaliar, mas vale perguntar: o que seria da vida sem algum risco?

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