Forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas mais velhas, o Alzheimer tem causa ainda desconhecida, mas algumas pesquisas apontam que pode ser geneticamente determinada. O Dia Mundial da Doença de Alzheimer (21/09) que, atualmente, acaba mobilizando todo o mês de setembro, é uma forma de aumentar a conscientização e desafiar os estigmas de um problema que afeta 55 milhões de pessoas em todo o mundo.

E esse número tende a aumentar ainda mais nas próximas décadas. Estimativas da Alzheimer’s Disease International apontam que a quantidade de pessoas afetadas pela doença poderá ultrapassar a casa dos 131,5 milhões até 2050. No Brasil, 1,2 milhão de pessoas sofrem com alguma forma de demência.

O Alzheimer se manifesta a partir de uma disfunção que provoca a morte de alguns neurônios. Os mais atingidos são os responsáveis pela nossa memória, e o esquecimento de eventos mais recentes passa a ocorrer com frequência.

Parentes e amigos são os primeiros a perceber esses lapsos. Quem sofre de Alzheimer esquece o nome de pessoas próximas e faz, repetidamente, a mesma pergunta, sem se dar conta. A possibilidade de aprender coisas novas, paulatinamente, vai desaparecendo.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, alguns fatores de risco podem provocar ou agravar a doença, como histórico familiar e até mesmo nível de escolaridade, já que pessoas com alta escolaridade podem ter mais estímulos cerebrais, desenvolvidos por atividades intelectuais mais complexas.

Os especialistas alertam que o Alzheimer não pode se confundido com demência senil. Segundo eles, existe o desgaste natural do nosso cérebro com o avançar da idade, assim como ocorre com todo o nosso corpo. Já o Alzheimer é um acontecimento extremo.

A doença costuma ser dividida em quatro estágios, de acordo com a evolução do quadro clínico e dos sintomas: o primeiro é definido pelas alterações na memória e também em habilidades visuais e espaciais; o segundo é representado pela dificuldade de realizar movimentos físicos e tarefas básicas; no terceiro, a pessoa apresenta um quadro avançado de deficiência motora, incontinências urinária e fecal e dificuldade para comer; e o quarto e último, pode causar mutismo e infecções.

Atualmente, existem exames, como da tireoide e dos níveis de vitamina B12 no sangue, que ajudam a identificar a doença de forma precoce e, dessa forma, iniciar um tratamento que ajude a melhorar a qualidade de vida do paciente. Testes que identifiquem problemas de memória e alterações cognitivas também são utilizados.

Os tratamentos com remédio são prescritos a fim de garantir movimentos básicos realizados no cotidiano dos pacientes. É bom lembrar, no entanto, que o Alzheimer é uma doença sem cura e que não há uma terapia preventiva comprovadamente eficiente.

Mas existem procedimentos que auxiliam a retardar os efeitos mais graves causados pelo Alzheimer. Alguns médicos indicam manter atividades físicas e mentais diárias. Ler, escrever, e fazer palavras-cruzadas podem ajudar a adiar a doença. O suporte da família é essencial. As pessoas afetadas pela doença e que continuam tendo vida social, indo ao cinema ou teatro, por exemplo, têm mais estímulos, fazendo com o que cérebro fique ativo por mais tempo.

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