TDAH e a importância do diagnóstico precoce

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Mais conhecido como TDAH, o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade atinge diversas crianças em idade escolar. Estudos apontam que o mesmo deveria ser diagnosticado após os sete anos de idade, uma vez que as manifestações clínicas se apresentam a partir dos três anos, até os sete.

Porém, dois fatores específicos podem atrasar a análise e o diagnóstico precoce: O primeiro fator está relacionado ao número de irmãos. Famílias com três ou mais crianças apresentam um atraso de quase trinta por cento na percepção do transtorno e diagnóstico do mesmo. O segundo fator é a existência de uma correlação entre a idade dos pais e dos filhos. Ou seja, quanto maior for esta diferença, maior é o atraso na identificação do TDAH.

Este atraso no reconhecimento é compreensível em famílias numerosas. Os pais com mais experiência acabam desenvolvendo mais habilidade e criam mais tolerância quanto aos comportamentos hiperativos – muitas vezes confundidos com “birras” e “teimosias” típicas da infância. Em crianças pequenas, a dificuldade da identificação do transtorno se dá muitas vezes pelo fato de que não é esperado que elas mantenham sua atenção em algo durante um período de tempo mais longo.

Há disponíveis testes específicos para cada faixa etária onde pais, professores e especialistas no assunto poderão descobrir quanto tempo a criança avaliada consegue manter o foco e a concentração e se seu comportamento estão adequados com sua idade.

Caso haja sinais de impulsividade e hiperatividade – os mesmos podem ser percebidos a partir dos três anos de idade – com o resultado dos testes será possível começar o tratamento. Por isso, é crucial realizar todos os testes, incluindo os que são capazes de determinar se há a presença de outros transtornos comportamentais infantis que podem estar associados ao TDAH, tais como o do Espectro Autista, o do Opositor – Desafiador, Explosivo Intermitente, o Disruptivo de regulação de humor (que ocorre em crianças maiores), as crises de birra, a depressão e por fim, psicopatias sociais.

O tratamento para TDAH indicado por seu médico pode envolver a terapia e intervenções comportamentais, para crianças de até seis anos de idade. A Terapia a base de medicamentos psicoestimulantes também pode ser recomendada, mas para isto, é necessária a prescrição, por parte do médico responsável – geralmente um especialista como um psiquiatra, por exemplo – que atenda ao paciente de forma cautelosa e atenta, afinal de contas, trata-se de uma criança.

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